Quem são os Inomináveis e o que eles escondem no Ministério da Magia?
Abigail Mascarenhas
Redatora
(Foto: Divulgação/Warner Bros. Pictures/Reprodução/Harry Potter e a Ordem da Fênix)
Se você passou os últimos anos discutindo teorias sobre o Mundo Bruxo, certamente já se pegou encarando o Departamento de Mistérios no Ministério da Magia com uma pulga atrás da orelha. A J.K. Rowling construiu um universo vasto, mas poucas coisas instigam tanto a nossa curiosidade quanto os Inomináveis (Unspeakables, no original). Eles são a elite dos pesquisadores mágicos, operando nas sombras do nível mais enigmático do governo britânico, e o próprio codinome já entrega o jogo: o que acontece ali dentro é tão secreto que simplesmente não se fala a respeito.
O que fascina nessa divisão é que eles não são burocratas ou aurores caçando bruxos das trevas; os Inomináveis são os cientistas da magia. Enquanto o resto da sociedade bruxa se preocupa com leis de transfiguração ou impostos sobre vassouras, esse grupo estuda as forças fundamentais que regem a própria existência. Estamos falando de conceitos abstratos e perigosos que vão muito além do feitiço comum. A Sala do Tempo, onde ficam os vira-tempos e aquela ampulheta gigante que dita o fluxo cronológico, é mantida por eles. A Sala do Pensamento, com aquele tanque bizarro cheio de cérebros flutuantes que atacaram o Rony em A Ordem da Fênix, é onde eles dissecam a mente humana. Eles investigam a morte através daquele arco com o véu sussurrante e até o próprio amor, trancado a sete chaves na misteriosa Sala Amorfa, que Alvo Dumbledore certa vez descreveu como a força mais misteriosa e poderosa de todas.
O nível de sigilo que envolve o cargo é tão bizarro que os funcionários juram segredo absoluto ao aceitar o posto. A identidade de muitos deles permanece anônima até para os próprios colegas de Ministério. Durante a Primeira e a Segunda Guerra Bruxa, essa natureza ultra-secreta se provou um terreno perigoso. O caso mais emblemático é o de Augusto Rookwood, um Inominável que atuava como espião para o Lord Voldemort. Ele conseguia extrair informações valiosas direto das profundezas do Ministério porque ninguém ousava questionar o que um membro daquele departamento estava fazendo nos corredores. Por outro lado, também temos figuras como Broderico Bode, que pagou o preço mais alto ao ser enfeitiçado por Comensais da Morte para tentar roubar a profecia de Harry e Voldemort uma tentativa frustrada que acabou custando sua sanidade e, mais tarde, sua vida no Hospital St. Mungus.
O que chama atenção aqui é como essa organização molda a nossa percepção sobre o lore de Harry Potter. Eles são a prova de que a magia não é apenas um dom hereditário ou uma série de palavras em latim sacudindo uma varinha; ela é uma ciência viva que precisa ser catalogada e compreendida. Ao colocar esses bruxos para estudar o amor, o tempo e a morte de forma quase clínica, a narrativa ganha uma camada de complexidade incrível. É um lembrete sutil de que, mesmo em um mundo onde você pode consertar óculos com um aceno, os maiores mistérios do universo continuam sendo um território perigoso e amplamente desconhecido.
